Pe. Carlos Eduardo celebra missa encerrando programação litúrgica do 12º Comvocação

Foto: Douglas Silva / Comvocação Press

Foi um dia intenso de celebrações, onde o povo de Deus participou efusivamente em cada uma delas. E para encerrar a programação litúrgica, quem celebrou a Santa Missa foi o Pe. Carlos Eduardo da paróquia São Pedro e São Paulo de Carapicuíba, que contou com a participação das equipes de trabalho litúrgica de sua paróquia e com animação do ministério de música da paróquia Nossa Senhora Aparecida do Jardim Piratininga – Osasco.

Padre Carlos Eduardo iniciou a homilia dizendo de sua alegria nesta celebração: “Com alegria estamos aqui reunidos representando todas as paróquias de nossa diocese para celebrarmos as vocações nesta belíssima liturgia. Quem nesta terra cumpriu de uma maneira perfeita sua missão, sua vocação? Maria, que hoje celebramos sua Assunção”.

Toda a organização litúrgica das missas celebradas no 12o. Comvocação teve como coordenador o seminarista Vinícius Soares que está cursando o 3º ano de filosofia no seminário São José, e nos falou de sua gratificação em servir: “Para mim e todos os membros da equipe de liturgia do Comvocação, é uma gratificação muito grande nos doarmos para esta festa. Pois, o centro de todo o evento passa pela liturgia, todas equipes de trabalho tem sua importância, porém é na liturgia que nós experimentamos a Deus e Nele encontramos a força e o vigor para trabalhar por Ele e para Ele”.

Ao término da Santa Missa, Pe. Carlos Eduardo nos concedeu uma entrevista falando das vocações.

CP: Padre, hoje nossa diocese celebra a festa das vocações, como é para o senhor celebrar uma das  santas missas nesta grande festa?

Pe. Carlos Eduardo: Neste dia da solenidade da Assunção é muito importante a celebração desta missa que celebra as vocações, o nosso seminário São José e também todas as vocações – a família, a vida religiosa, os leigos e leigas. E para mim é uma graça toda especial, porque eu também passei e fui formado por este seminário, e agora como pároco de uma paróquia de nossa diocese, a gente vê que este seminário formam-se padres que sejam instrumentos de Cristo vivo para o povo de Deus, para ajudar as outras vocações, para se santificarem, para cumprirem sua missão aqui na terra e chegarem ao céu.

CP: Hoje também celebramos a solenidade da Assunção de Nossa Senhora e o evangelho revela a manifestação da alegria de Maria ao cumprir sua vocação como escolhida por Deus. Na sua opinião padre, quais os passos que os jovens devem seguir no discernimento de suas vocação em busca dessa alegria como a de Maria?

Pe. Carlos Eduardo: A primeira coisa é reconhecer que é Deus que chama e realiza em nós grandes coisas. Nos chama a um novo ideal, a um projeto de vida maior que existe neste mundo, primeiro chamado é Deus que chama.

Depois saber que Ele faz em nós grandes coisas como fez em Maria ‘O Poderoso fez em mim grandes coisas’. É estar aberto para que Deus realize através das nossas qualidades, das graças que nos concede, para que possamos servir as pessoas. Tudo que Ele nos deu é um dom – nossa vida, nossa família, nossa história.

Por fim a questão da alegria e da entrega, toda vocação inclui uma entrega. Mas uma entrega alegre, coerente, uma entrega que preenche a vida, eu penso que é lançar-se. Lançar-se em Deus.

Vocês jovens que estão procurando discernir a vocação pedir conselhos a sacerdotes, na confissão, numa direção espiritual, pedir conselhos as pessoas mais experimentadas na fé, seu pároco para que possam lhe orientar e dar uma luz, porque Deus também age através destas mediações.

CP: E no seu caminho vocacional, quais foram os fatores mais marcantes que o ajudaram a seguir o sacerdócio?

Pe. Carlos Eduardo: Penso que a família foi um fator importante, uma família de fé quando a gente cresce, que nos ajuda e dá esta semeadura. Mas algo que me marcou muito foi a questão do desprendimento, que me fez ir adiante. É um testemunho que dou quando tinha que sair do trabalho para ingressar no seminário e estava com medo em deixar minha família desamparada, e pedindo um conselho a um frei carmelita, este me disse: ‘meu filho se você morresse hoje sua família não iria ficar sem o seu salário, sem o seu dinheiro, sem você? Então, se entregue’. E isso marcou muito na minha entrega, que Deus sempre provê, que Deus é sempre misericordioso, que quando nos lançamos Deus nos dá mais, como disse Jesus ‘Aquele que deixar tudo por mim, terá aqui nesta terra muito mais pais, mães, irmãos e irmãs nesta terra, com perseguições e no futuro a vida eterna’. Então isso é algo que me alegra muito, essa misericórdia, essa bondade, essa providência de Deus. E esse lançar-se na vocação também nos coloca de encontro com muitas outras pessoas nessa promessa de Deus.

Por Rosemeire Santos /Comvocação Press




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