Maria, modelo de discípula para todas as vocações!

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Para compreendermos, em toda a sua grandeza e dignidade, a natureza e missão dos cristãos, podemos dirigir o nosso olhar para Maria. Nela encontramos a máxima realização da existência cristã. Por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, ela é a discípula mais perfeita do Senhor. Mulher livre, forte e discípula de Jesus, Maria foi o “verdadeiro sujeito” na comunidade cristã. Maria é a figura da Igreja. Ela precede todos os caminhos rumo à santidade. Na sua pessoa, a Igreja já atingiu a perfeição. Em Maria, mulher, santa, Mãe de Deus, os fiéis encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Maria é membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e na caridade (Cf. EG, 285-286).

Os cristãos, homens e mulheres, são chamados antes de tudo à santidade. Se nem todos são chamados ao mesmo caminho, ministérios e trabalhos, todos, no entanto, são chamados à santidade. Os cristãos se santificam de forma peculiar na sua inserção nas realidades temporais, na sua participação nas atividades terrenas. Santificam-se no cotidiano, na vida familiar, profissional e social.

É para a liberdade que Cristo nos libertou (Gl 5,1). O cristão é verdadeiro sujeito na medida em que cresce na consciência de sua dignidade de batizado. O batizado também cresce em sua consciência de sujeito quando descobre que sua liberdade, autonomia e racionalidade não são apenas características de cada ser humano maduro (EG, 287)

Os cristãos são embaixadores de Cristo. E participam do pleno direito na missão da Igreja e tem um lugar insubstituível no anúncio e serviço do Evangelho. Para uma adequada formação de verdadeiros sujeitos maduros e corresponsáveis para a missão, é necessário que a liberdade e autonomia se desenvolvam não no fechamento ou na indiferença, mas na abertura solidária aos outros e às suas realidades.

No âmbito da Igreja há muitos espaços nos quais os cristãos leigos exercem o seu ser e seu agir cristão. Assim como Deus é Um na diversidade das três pessoas, também a Igreja é unidade na diversidade. O mesmo Espírito divino que garante a comunhão na mesma fé e no mesmo amor, em um só Senhor e em um só Batismo (Ef 4,5), suscita também a diversidade de dons, carismas, serviços e ministérios no interior da Igreja. A diversidade de dons suscitada pelo Espírito possibilita respostas criativas aos desafios de cada momento histórico.

Por fim, um dos grandes desafios que a Igreja tem pela frente, nesta geração, é promover, em todos os fiéis, o sentido de responsabilidade pessoal pela missão da Igreja e torná-los capazes de cumpri-la como discípulos missionários, sendo fermento do Evangelho no nosso mundo.

Fonte: BIO - Boletim Informativo de Osasco




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